quarta-feira, 24 de junho de 2015

Tinder - A falsa esperança do sapo encantado

 Quando estamos solteiras, um monte de situações nos passa na cabeça. Seja ela de como você poderia ter feito para ter dado certo seu antigo relacionamento-mas ai você se lembra que não foi sua culpa- e logo eliminamos essa opção. Pensamos se temos algum defeito, talvez, seja aquela unha torta ou o nariz que seja muito grande que dificulta na hora do beijo-mas ai lembramos que podemos virar o rosto e o problema seria resolvido- pensamos também em como está difícil arranjar pessoas dispostas e logo pensamos no bordão da nova novela das dez "Não estou disposta!".

 Disponíveis e dispostas, ambas palavras na mesma página do dicionario, ambas palavras com a mesma inicial, tão próximas e tão distantes na vida real. Conforme vamos apertando o "x" ou "s2" e passando as fotos-como quem vê um catálogo de um produto-fica na esperança de encontrar o tão falado sapo encantado. Só que a cada "match"(ou não) conseguido é uma expectativa de um diálogo, de uma conversa saudável, de um simplesmente "Oi, você está bem?" Mas peralá, não é um aplicativo de encontros, para que conversa? Mas peralá, nos encontros não se conversam mais?
 Entre uma conversa e outra-sincera ou não-percebemos frustações, medos, insegurança. Ai pensamos, será que este é o melhor lugar pare se "achar" alguém? Alguém para somar, como dois mais dois são 4? Alguém que esteja cansado dessa vida de "Me vê um combo, amigo?!" e querer dormir e acordar do seu lado? Brigar porque não abaixou a tampa do vaso?! Ou é o melhor lugar para apenas se frustrar mais e com mais frequencia se iludir nas falsas verdades contatas?
 Entre um casado-dentro do esteriótipo "gostoso" disponível para uma saída, ou o pai de dois filhos que nas horas vagas brinca de like e deslike, ou o amargurado, ou o "ei gata, me passa seu "zap"? Pera lá amigo, o que é "zap"? Pera lá amigo, você tinha que ser solteiro! Pera lá amigo, você tinha...
Definitivamente eu deveria ter nascido em outra época, deveria ter me apaixonado a primeira vista e nunca mais ter largado. Cheguei a conclusão que nessa "televisão de cachorro" eu não quero ser a próxima, "pera lá, amigo!"